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Leandro Nigre

LEANDRO NIGRE

Pai do Joões, em seu plural consagrado, João Guilherme e João Rafael, esposo da Dayane, jornalista, palestrante, articulista sobre paternidade, especialista em Mídias Digitais, editor-chefe de jornal impresso, em Presidente Prudente.

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A crise dos 2 anos

Mas como aquele doce, obediente e delicado bebê mudou completamente seu comportamento e se entregou à rebeldia?

12 de Março de 2017
6 comentários

“Não repara no filho dos outros que o seu nasce igualzinho”. Quem nunca escutou a frase ao assistir a um ataque de birra de um pequeno que atire a primeira pedra. Por aqui, os chiliques começaram perto de um ano e seis meses. Já ouviu falar dos “terrible two” (terríveis dois), a adolescência infantil?

Foto: Arquivo Pessoal

Pois bem, ela vem, em maior ou menor intensidade para uma parte das crianças. Aos que a enfrentam, parece interminável. São incontáveis “nãos” para um mesmo ensinamento, com retorno positivo em doses homeopáticas. Mas calma, ela passa, o feedback é moroso diante dos atos de desobediência e exige paciência dos papais.

Normalmente as explosões emocionais ocorrem em ambientes públicos. Shoppings, restaurantes, igrejas, a confraternização de trabalho e o encontro de família, por exemplo, são espaços escolhidos como cenário para o espetáculo de oscilação de humor. Basta contrariar, corrigir ou impor limites. Lá vem o choro, os gritos, as manhas com direito a se espernear, debater ou até mesmo agredir com tapas, mordidas, chutes e afins...

Mas como aquele doce, obediente e delicado bebê mudou completamente seu comportamento, se entregou à rebeldia e te cobrou reações inusitadas? Que frustração! Logo na frente de todos seu filho escolheu para subir na escada sem corrimão ou resolveu colocar o chinelo do vovô na boca e você foi tentar contê-lo?

Inicialmente não sabíamos o que fazer. Corrigir verbalmente em público? Reagir ou ignorar? As informações de quem atravessou a mesma fase na criação dos filhos vêm aos montes quando as pessoas se deparam com papais acuados perante à reação inesperada do filhote. Porém, como não há fórmula secreta na educação, é indispensável encontrar o equilíbrio para a eficácia do processo. Cada criança se comporta de uma maneira diante da resposta dos pais. Nem sempre o que dá certo para um grupo familiar dá para outro.

Por aqui, os terríveis dois anos foram os primeiros testes de paciência de nível avançado. Com a morosidade na mudança de comportamento, houve dias em que nos entregamos à exaustão. Desgastados, enxergávamos negativamente as intervenções familiares, todas as orientações e direcionamentos com vistas a ajudar no processo. Mas, com o passar do tempo, percebemos que “ouvir” era um verbo de execução obrigatória.

Diante dos “terrible two”, organizar as ideias e pensar em atitudes preventivas de como se comportar diante de um chilique pode ser a saída para atravessar o período com maior leveza. Aos lugares com mais ou menos pessoas, as técnicas empregadas são semelhantes. É preciso sair de cena, respirar, conter a birra, acalmar a criança, com um abraço, um dialogo manso ou uma distração, por exemplo, e, em seguida, retornar, sem peso e medo do julgamento dos outros. Pois, se corrigir será julgado. E se não, também será. Foco em você!

Durante a crise, entrar na disputa de poder com os pequenos torna o momento ainda mais penoso. É difícil compreender que um ser tão pequeno está querendo ditar as próprias regras, quando não a dos demais membros da família. Bater de frente, exaltar os ânimos, querer ganhar no grito ou na violência não é o caminho indicado. Sustentar a paciência, por mais difícil que pareça ser, facilitará a travessia durante a adolescência infantil.

Será preciso repetir “mil vezes” a mesma coisa, impor-lhe limites e utilizar o momento de calmaria, pós-ataques opositivos, para esclarecer e orientar sobre as atitudes corretas. Nem sempre ser do contra é ruim – queremos criticidade -, mas precisamos deixá-los cientes que as decisões trarão consequências e que sua conduta na paternidade ou maternidade é para preservar sua integridade física e moral.

Ah, e quanto à frase que abrimos o artigo. Pura balela. Seu filho atravessará as fases necessárias para seu amadurecimento. Julguemos menos o comportamento de outros papais. Muitos dos nossos erros são cometidos por ignorância ou na tentativa de acertar o caminho ideal a ser percorrido. Por aqui, a crise foi “tirada com a mão” no aniversário de 3 anos. Por aí, talvez ela tenha sido ou seja diferente. Não importa. Educar com amor é o recado. E assim...seguimos juntos!

 

* Os textos só podem ser reproduzidos mediante autorização do autor e desde que citada a fonte.

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MAIS 6 COMENTÁRIOS

ADRIANO

19 de Junho de 2017

Quando foi que a gente não percebeu? rsrsrsr MAs as dicas são estas mesmo, calma, muita calma, inspiiiira...

Leandro Santos

18 de Abril de 2017

Adorei o texto e me identifiquei muito, já que vivenciamos situações parecidas por aqui. Realmente paciência é a palavra-chave. Abraços

Leandro Nigre

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Acostumamos dizer que, em muitas situações, "só muda o endereço". Obrigado pela visita. Volte sempre!

Paula Santana

14 de Março de 2017

Leandro, Estou acompanhando seu trabalho pelo jornal Comercio da Franca, sou de Franca (SP). A cada semana, um aprendizado. Que mais papais estejam neste caminho.

Leandro Nigre

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Seja bem-vinda, Paula. Fique conosco. Vamos fomentar a paternidade ativa. O mundo mudou e nós precisamos organizar e conscientizar sobre o papel do papai na educação e criação da prole. Da mesma forma, precisamos ser reconhecidos como iguais às mamães nas responsabilidades e cuidados. Obrigado por participar.

Mariana Felix da Silva

13 de Março de 2017

Show. Sensacional. Vou compartilhar com meu marido!

Leandro Nigre

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Obrigado, Mariana. Fique sempre com a gente e convide-o para estar por aqui também. Abraços

Papai Gabriel

13 de Março de 2017

Nunca pensei que iria ser tão difícil. Eu e minha esposa tivemos desentendimentos, não foi nada fácil encontrarmos a mesma linguagem de como agir com nosso filho Lucas.

Leandro Nigre

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Gabriel, fique firme na educação por aí e, encontrar o equilíbrio na conduta é essencial. Para tanto, muito diálogo. Fique conosco. Abraço

Leandro Junior

13 de Março de 2017

Leandro, Me vi em cada parágrafo do seu texto. Estamos passando por esta fase. Não tem sido fácil. Que bom saber que logo tudo chegará ao seu equilíbrio com nossa ajuda. Obrigado por partilhar.

Leandro Nigre

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O tempo e a paciência andarão juntos, Leandro. Seja perseverante e use o amor para conduzir o processo. Vale sempre a pena. Volte sempre!

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