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Leandro Nigre

LEANDRO NIGRE

Pai do Joões, em seu plural consagrado, João Guilherme e João Rafael, esposo da Dayane, jornalista, palestrante, articulista sobre paternidade, especialista em Mídias Digitais, editor-chefe de jornal impresso, em Presidente Prudente.

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Não tire da criança o prazer de comer sozinha!

Incentivar seu filho a comer sozinho garante autonomia, independência e melhora a autoestima

10 de Fevereiro de 2017
1 comentários

Já pensou em deixar seu filho comer sozinho? Não quer que ele suje a roupa, o chão, faça aquela bagunça danada espalhando comida por todos os lados? Se a resposta for negativa, o caminho é exatamente o contrário. Para os especialistas no assunto, além de treinar sua habilidade motora, ao exercitar este sentido (o paladar) a criança aprende a ingerir alimentos saudáveis, a reconhecer gostos e texturas.

Fotos: Arquivo Pessoal

Desde muito antes que o João Guilherme aprendesse a segurar o talher, tentamos deixá-lo comer sozinho. No início, ele se utilizou das mãos para levar o alimento à boca. Oferecíamos alimentos os quais pudesse ingerir em pequenos pedaços... Biscoitos de polvilho e frutas, como laranja, eram opções. Uma de nossas premissas era não inserir produtos industrializados. Por um bom tempo conseguimos, até ele sair da "redoma de vidro" e entrarem os avós. Muitos dos alimentos da indústria ele só conheceu depois dos dois anos. Como o medo de engasgar era iminente, nunca o deixávamos sozinho. Monitorávamos a ingestão até garantirmos a segurança de que ele consumiria sem maiores preocupações.

Com o passar do tempo, forrávamos o chão com uma toalha e, com prato e talher na mão, ele tentava acertar a boca... Era prazeroso, sobretudo a ele... No início, havia mais migalhas espalhadas do que em seu estômago. É claro, complementávamos alimentando-o corretamente! Perto dos dois anos, ele já segurava adequadamente o talher e manuseava seu copo. Na mesa, o cenário era o mesmo... É claro, trata-se de uma criança e há sazonalidades no apetite. Porém, no geral, acreditamos que a vivência foi indispensável para que ele comesse bem...aliás, muito bem!

É preciso ter paciência, querer ensinar, mostrar que seu pequeno não é uma extensão de seu corpo, mas um ser que pode e deve garantir autonomia em muitas tarefas. Com o passar dos anos, isso deve se fortalecer. Não podemos tratar um bebê de 12 meses da mesma forma que uma criança de 12 anos e vice-versa. Nos dias de hoje, os adultos atropelam o tempo dos pequenos e não permitem que eles se desenvolvam, o que influencia muitas vezes em seu apetite... Vejo pais alimentando, na boca, os filhos já grandes, porque eles "não comem", porque “são lentos", “só querem bobagem" (porque já experimentaram, é óbvio) ou simplesmente porque ainda não sabem se alimentar sozinhos.

Incentivar seu filho a comer, descobrir os alimentos em seu paladar é, além de ofertar mais autonomia, independência e autoestima, fazê-lo aguçar um dos maiores prazeres: saciar a fome! Permita-se arriscar mais nesta aventura! A proteção continua, portanto não tenha medo de fazer seu passarinho bater as asas!

* Os textos só podem ser reproduzidos mediante autorização do autor e desde que citada a fonte.

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MAIS 1 COMENTÁRIOS

Edilaine Ferrer

15 de Março de 2017

Também faço isso. E sempre busco mudar o cardápio e a forma de preparo quando ele não vai com a cara do alimento. Dá certo!

Leandro Nigre

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Edilaine, Esse é o caminho a ser percorrido, uma vez que a criança muitas vezes não vai com a "cara" do alimento. Alterar seu aspecto visual, com a forma de preparo, normalmente, é eficaz para a aceitação. Seja sempre bem-vinda!

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