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Leandro Nigre

LEANDRO NIGRE

Pai do Joões, em seu plural consagrado, João Guilherme e João Rafael, esposo da Dayane, jornalista, palestrante, articulista sobre paternidade, especialista em Mídias Digitais, editor-chefe de jornal impresso, em Presidente Prudente.

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O que as crianças veem na TV?

Escolher o que seus filhos vão consumir na televisão ou em seus celulares exige conhecimento do conteúdo

19 de Janeiro de 2020
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Em casa não somos avessos à tecnologia. Pelo contrário, acreditamos que ela está beneficamente à disposição, mas seu uso requer racionalidade e supervisão. Sem excluir a metodologia off-line, é tendência das escolas do futuro em função de facilitar o acesso à informação e conhecimento. Tanto nos aplicativos móveis quanto na TV, o fluxo de conteúdo, ofertado aos mais variados públicos, é ilimitado e o filtro de qualidade é uma tônica a ser debatida constantemente pela família.

Foto: Arquivo Pessoal

Por aqui, na hora em que as crianças estão em casa ou acordadas, conteúdos que não sejam adequados à sua faixa etária não são exibidos na TV. Filmes, programas, séries e videoclipes que consideramos com oferta audiovisual ofensiva são substituídos por desenhos, animações, programação educativa propícia à família. A medida demanda ainda que os pequenos não sejam “abandonados” na frente da TV e o entretenimento exibido, na maior parte de interesse das crianças, não seja usado como válvula de escape para que os adultos da casa mergulhem em seus celulares e redes sociais.

A discussão sobre os assuntos tratados na programação deve estar sempre aberta. Aliás, esta é uma ótima oportunidade para educar, esclarecer comportamentos, tirar dúvidas e promover conhecimento. Por exemplo, um desenho cuja personagem tem a soberba como tônica de suas ações, comete maldade contra os demais, mas no final da trama sempre se dá mal. A Peppa Pig foi um caso real, em alguns episódios. Embora a famosa porquinha sempre receba o amor dos colegas e da família, ela sempre passa por alguns apertos por conta de seu mau comportamento. Por aqui, “o papai não é bobinho” e xingar qualquer pessoa, mesmo que em tom de brincadeira, não é legal.

Escolher o que seus filhos vão consumir na TV ou em seus celulares exige conhecimento do conteúdo. As redes sociais de vídeos, por exemplo, não duraram muito tempo em casa. Pontualmente usamos. Mesmo que nas configurações seja possível estabelecer controle parental, com base na faixa etária, bem como desabilitar a exibição automática de nova mídia, o consumo exige monitoramento constante. Um vídeo tem potencial de viralização e os filtros nestas redes não são suficientes para controle de qualidade.

Na rede aberta de televisão, a TV Cultura tem sido uma excelente opção. Programação limpa de violência, sexo e programas com conteúdos educativos nos períodos da manhã, tarde e noite. Na Netflix, bem como em canais de TV paga, da mesma forma, há oferta neste sentido.

Ainda que o debate esteja sobre o que vemos na TV, o livre brincar, uma atividade necessária e natural da infância, não pode ser deixado de lado. Ele garante inteligência, criatividade, bom humor, desenvolvimento de planos e estratégias, fomenta a socialização e toda esta prática garante habilidades nos campos físicos, emocionais, cognitivos, sociais e permite que a criança explore o mundo.

Entre estar na frente da TV ou correndo pelo quintal ou parque, prefira a segunda opção e se aventure junto também. Mas quando o dia pede um filminho, faça a escolha da forma correta e aproveite o momento para estar presente. O toque da pele, dos cabelos e os olhos nos olhos jamais serão substituídos pelas luminosas e convidativas telas frias tão cheias de tecnologia.

* Os textos só podem ser reproduzidos mediante autorização do autor e desde que citada a fonte.

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