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Leandro Nigre

LEANDRO NIGRE

Pai do Joões, em seu plural consagrado, João Guilherme e João Rafael, esposo da Dayane, jornalista, palestrante, articulista sobre paternidade, especialista em Mídias Digitais, editor-chefe de jornal impresso, em Presidente Prudente.

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Pais devem falar a mesma linguagem

Sintonia na conduta pelos responsáveis é indispensável para que criança sinta segurança nas suas decisões

02 de Julho de 2017
5 comentários

Educar os filhos não é tarefa simples. Diria que é um dos maiores desafios de vida. Ser responsável pela formação de um ser humano é para “os fortes”. Nesta arte, é necessário reconhecer as características peculiares, moldar os excessos, sem ser altamente invasivo a ponto de extirpar qualidades que poderiam ser bem desenvolvidas. Saber olhar a criança como única e alinhar a linguagem dos pais na educação são segredos para a boa conduta.

Foto: Arquivo Pessoal

Já que não existe fórmula pronta para a educação dos pequenos, podemos buscar nos estudos especializados informações para o processo. Pai e mãe, ou como quer que seja a composição familiar, precisam estabelecer os mesmos direcionamentos para orientação. Mesmo que discordem do ponto de vista do parceiro, uma vez que são oriundos de diferentes famílias – com seus hábitos e valores -, é fundamental chegar a um consenso.

Assim como o início do casamento, por exemplo, no qual a esposa já não deixa o leitinho quente no criado-mudo ao amanhecer, assim como fazia a mãe de seu marido, ter filhos é sinônimo de mudança na rotina, nas decisões familiares e surgimento de impasses, que podem ser bem administrados. A base é o respeito. Aliás, são dois seres – pai e mãe – buscando empregar na educação e criação de uma nova geração aquilo que trouxeram em sua bagagem emocional.

Dialogar sobre as decisões que se referem à prole é imprescindível. Nenhum deve tirar a autoridade do outro. Se o pai nega algo e a mãe permite, logo a criança irá se apoderar deste recurso para conquistar o que quer. E a prática pode se tornar corriqueira, ratificando o “lobo-mau” da história, ou mesmo, fomentando a tomada de suas próprias decisões já que nem pai nem mãe sabem o que é melhor para ela.

A necessidade de comunicação se intensifica se na criação existe a participação de uma terceira ou mais pessoas, principalmente os avós. A criança deve saber qual o papel de cada um na sua vida. Além disso, estes “gestores” precisam unificar suas ideias, para que o menor não se sinta perdido quando cada um dos envolvidos lhe apresente uma solução para seus anseios. Os avós têm “fama” de permitirem tudo. Por um lado eles estão certos, já adquiriram experiência suficiente para saber o que realmente vale a pena. São detentores da maturidade, carregam no corpo e na alma os pesos e as levezas de suas condutas. Todavia, agora, é hora de se posicionarem como avós e não pais dos netos. Chegou o momento dos filhos vivenciarem este processo, com erros e acertos, ainda que sejam orientados. O equilíbrio conduzirá a boa relação familiar.

Participar da vida escolar do filho, da mesma forma, é um meio de se inteirar de seu comportamento neste ambiente onde ele passa uma boa parte da infância e adolescência. Os pais participativos inibem a violência, a indisciplina, bem como contribuem para o desenvolvimento nos estudos. Não terceirize à unidade de ensino a criação e educação de seus filhos. Isso é papel dos pais ou seus responsáveis. Este comprometimento, associado ao diálogo sobre a rotina escolar, o relacionamento com professores e alunos, traz segurança aos pequenos.

E todo planejamento dos pais se faz necessário. “Pensamentos tornam-se ações, ações tornam-se hábitos, hábitos tornam-se caráter, e nosso caráter torna-se nosso destino” (“O Monge e o Executivo”, baseado na obra de James C. Hunter). Se recebo um mesmo direcionamento no ambiente onde me sinto seguro, a tendência é que o coloque em prática.

Todo ser em desenvolvimento necessita e está à espera de limites. Quer ouvir o que pode ou não fazer, o que é certo e errado. A decisão do casal ou dos envolvidos na criação deve ser a mesma, ainda que para isso haja diálogo para se alcançar a concordância. Alguns bate-papos podem ser na presença da criança -se houver a possibilidade de que ocorram civilizadamente -, também para que ela entenda a existência de pontos de vista diferenciados e a importância do debate para alcançar o consentimento. Este comportamento facilitará a incorporação dos valores morais e éticos em seu caráter. Quanto mais alinhado está o ponteiro da bússola, mais fácil será encontrar o norte.

* Os textos só podem ser reproduzidos mediante autorização do autor e desde que citada a fonte

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MAIS 5 COMENTÁRIOS

Regina

06 de Julho de 2017

Concordo plenamente!!!! Por mais que algumas vezes os pais discordem, precisam entrar num consenso na hora de falar e agir com as crianças

Leandro Nigre

Compartilhando a paternidade ativa

Eles não podem ficar perdidos, sem direcionamento...é exatamente isso!

ADRIANO

06 de Julho de 2017

Não existe mágica. Depende da união de todos, sincronia ainda que não concorde, ser participativo. Quem disse que educar era fácil???

Tatiane

04 de Julho de 2017

Concordo! Precisamos estar alinhados para dar uma educação de qualidade aos nossos filhos.

Tatiane

03 de Julho de 2017

Texto perfeito e me identifiquei muito! Diálogo entre os pais é fundamental nessa missão que é sim a mais difícil e importante na vida dos pais! Educar!

Rafael

03 de Julho de 2017

Muito bem colocado, a gente não precisa concordar em privado, mas para a criança devemos adotar um mesmo discurso sobre a criação dele :)

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