Perdoe-o - Papai Educa

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paternidade ativa

Leandro Nigre

LEANDRO NIGRE

Pai do Joões, em seu plural consagrado, João Guilherme e João Rafael, esposo da Dayane, jornalista, palestrante, articulista sobre paternidade, especialista em Mídias Digitais, editor-chefe de jornal impresso, em Presidente Prudente.

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Perdoe-o

Perdoe também o pai. A mãe. Não é falta de orientação, cuidado, carinho. Se ele não quiser bater no filho, respeite-o. Não é necessário.

21 de Junho de 2019
4 comentários

Perdoe-o! Está em plena crise dos dois anos, vai da calmaria à tempestade em segundos, arrastando tudo que vê pela frente. Soca, chuta, bate e ainda não tem autocontrole da ebulição de sentimentos que se passa na sua cabecinha. Faz de vítima o primo, a prima, o vizinho e até o coleguinha que divide o espaço kids do restaurante.

É impulso, vem do nada... ou do tudo! Está brincando, tudo bem, e... alguém chora! É a forma que encontra de se comunicar de um jeito rápido, eficaz. Ainda que desregrado, a que acredita na plena adolescência infantil ser a mais ágil para conquistar o que quer. E, olha, continue perdoando, pois ele ainda não tem qualquer conhecimento do que é amoral, antiético ou inadequado. Não é mal caráter, nem gente do mal, não conhece a emoção alheia... não precisa rotular, está apenas aprendendo a sobreviver. Ou viver!

Eu sei que é muito difícil estar do lado de lá também. Ninguém quer ver o filho apanhar. Diria minha esposa, “o sangue sobe”. Mas saiba que, da mesma forma, nem sempre a permanência de um lado é constante. Aliás, nunca se é. E no filho da gente dói mais que no do outro. É assim sempre!⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

Perdoe também o pai. A mãe. Não é falta de orientação, cuidado, carinho. Se ele não quiser bater no filho, respeite-o. Não é necessário. O diálogo vai bastar. Não pense que o pequeno é vítima de violência. Não é por isso que bate, está agressivo ou demonstra irritação e alegria desordenadamente. Não há nada de anormal. Vai passar! Só precisa de ajuda. Já passou outra vez. Foi com menos intensidade o turbilhão, mas foi embora. E antes de julgá-lo, lembre-se: são só 2 anos e muitos sentimentos... e aposto que vez ou outra nem você consegue controlar os seus. Perdoe-o.

* Os textos só podem ser reproduzidos mediante autorização do autor e desde que citada a fonte.

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MAIS 4 COMENTÁRIOS

Chris Ferreira

30 de Junho de 2019

É difícil estar dos dois lados e como disse nenhum desses lados é permanente. Nós acabamos transitando noa dois. Precisamos julgar menos e nos colocarmos do outro lado e lembrar que passa. Um ótimo texto. Ótima reflexão Beijos Chris

Regina

29 de Junho de 2019

Eita fase difícil para todos, está dos 2/3 anos... Mas apesar de toda a impulsividade, eles estão cada vez mais sabidos e não devemos nos preocupar, pois é uma fase se já já eles entendem que não sabem, nem podem tudo...

Talita

29 de Junho de 2019

Os famosos terrible twos! Lembro bem dessa fase turbulenta. Como todas, ela passa. Respira fundo e segue em frente!

Juliana

28 de Junho de 2019

Os 2 anos são os mais intensos. É preciso calma e muito carinho para lidar com essa fase que os sentimentos estão a flor da pele

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