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Leandro Nigre

LEANDRO NIGRE

Pai do Joões, em seu plural consagrado, João Guilherme e João Rafael, esposo da Dayane, jornalista, palestrante, articulista sobre paternidade, especialista em Mídias Digitais, editor-chefe de jornal impresso, em Presidente Prudente.

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Que teimosia!

Educamos pelo convencimento e com segurança e isso se torna ainda mais eficaz quando não estamos com o piloto automático ligado

08 de Março de 2020
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Ando me sentindo testado o tempo todo. Do muito que solicito aos meus filhos - não são poucos os direcionamentos diários - ainda há inúmeros desafios para acolher um retorno positivo de primeira vez. As chamadas para o banho, então! Ufa! Que teimosia e desobediência! Será?

Foto: Arquivo Pessoal

O desafio no processo de educação e criação dos filhos é constante, ainda mais quando o modelo que tivemos na infância é diferente daquele que praticamos no dia a dia com nossas crianças. Sem sermos permissivos, optamos pelo diálogo, pela disciplina positiva, pelo conduzir com amor e limites de forma equilibrada, longe da violência e das ameaças verbais. Isso, por mais saudável que seja, nos exige paciência, entendimento e compreensão do desenvolvimento natural dos filhos.

É comum que toda criança teste o limite dos pais ao extremo. E, assim, ela vai garantindo seu espaço, entendendo qual o cerco e que, além dele, por inúmeras questões (valores, moral, ética, responsabilidade, cidadania...) não é possível atravessar ainda que isso lhe custe carregar frustrações. A teimosia é uma realidade, mas não pode ser eterna.

Não é de hoje que entendemos que estabelecer uma competição com os filhos é uma dura e desnecessária batalha. Uma hora você cansa, cede e amplia ainda mais o limite exigido pela criança. Neste cenário, à medida em que solta a corda, também perde a autoridade (longe do autoritarismo).

Ao mesmo tempo, obrigar não é o melhor caminho. Não se trata de “eu mandei fazer e ponto!”. Alcançar o entendimento de que o conselho dos pais é o melhor a ser respeitado é a alternativa. Porém, manter o diálogo não só nos momentos mais desafiadores, mas constante é imprescindível para que se conquiste este feito.

Respeito vem da admiração, do carinho, da troca de afeto, das oportunidades ofertadas, da valorização em público e da correção no privado, do direito de escolhas, de uma relação emocionalmente saudável com os pais, que impactará diretamente em suas condutas no meio em que se vive. Aliás, quanto de nós há neles?

Todos, incluindo os adultos, buscamos esta aceitação de como somos. Dotados de hábitos bons e ruins, nos construímos constantemente, revemos comportamentos e, quando somos direcionados com afeto e compreensão, trazemos leveza à crítica para a transformação. Educamos pelo convencimento e com segurança. Isso se torna ainda mais eficaz quando não estamos com o piloto automático ligado e o que impera são os olhos nos olhos, o toque na pele e o tempo de qualidade dentro do lar. Pode parecer difícil, mas não é impossível!

* Os textos só podem ser reproduzidos mediante autorização do autor e desde que citada a fonte.

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