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Leandro Nigre

LEANDRO NIGRE

Pai do Joões, em seu plural consagrado, João Guilherme e João Rafael, esposo da Dayane, jornalista, palestrante, articulista sobre paternidade, especialista em Mídias Digitais, editor-chefe de jornal impresso, em Presidente Prudente.

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Alergia ou intolerância ao leite de vaca? Há diferenças!

Médico fala das opções que existem para que o bebê seja bem nutrido e se desenvolva de maneira adequada

02 de Agosto de 2017
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A alimentação saudável virou pauta em muitas famílias, que estão cada vez mais preocupadas em sua qualidade de vida. Entretanto, a troca de informações entre leigos propaga incorreções. É o que alerta o médico Fábio Ancona, pediatra especialista em nutrição infantil, que esclarece a diferença entre alergia e intolerância ao leite de origem animal, e fala das opções que existem para que o bebê seja bem nutrido e se desenvolva de maneira adequada sem o consumo do leite de vaca.

Foto: Divulgação

Segundo o médico, fala-se muito, por exemplo, em “alergia à lactose”, o que faz muitas pessoas abandonarem o uso do leite. "Na verdade, o que existe naturalmente, na maioria da população maior do que cinco ou seis anos é uma dificuldade em fazer a digestão da lactose, que é o açúcar próprio do leite, porque o nosso organismo não é adaptado para tomar leite depois da fase infantil. Muitas pessoas sentem mal-estar digestivo, como aumento de gases, estufamento, cólicas e diarreia com o consumo de leite e devem tomar produtos sem lactose por causa desta “intolerância”, que é diferente de alergia", explica.

Além disso, menciona que quando se fala em alergia ao leite de vaca o que acontece são manifestações que surgem porque o organismo acha que aquele alimento (a proteína do leite) é uma substancia estranha que deve ser combatida. "Formam-se agentes de defesa, os anticorpos, que vão tentar eliminar aquilo que é entendido como agressivo. Daí decorrem várias reações, como urticária, inflamações da pele, vômitos, diarreia, dificuldade em ganhar peso, irritabilidade, enfim, uma série de situações que diminuem muito a qualidade de vida da criança e, logicamente, da família".

Para o especialista, não existe um remédio que cure este problema. "Felizmente, na maioria das vezes ele passa sozinho por volta dos três ou quatro anos. Enquanto isso o único tratamento consiste em retirar completamente a proteína do leite de vaca da alimentação da criança. O que deve ser dado? Fórmulas preparadas com proteína de leite de vaca que recebe um tratamento (hidrólise) que a modifica ou fórmulas feitas a partir de proteínas vegetais (soja ou arroz)".

Ao mesmo tempo, salienta que a soja não é indicada para crianças menores por causa dos hormônios que contem. "Já as fórmulas feitas com proteína de arroz não têm nenhuma contraindicação e podem ser dadas desde o nascimento. Além disso seu sabor é mais agradável do que as demais o que pode garantir uma melhor aceitação por parte das crianças e um melhor crescimento decorrente disso".

(Com Assessoria de Imprensa)

 

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