Como auxiliar os pequenos com autismo na pandemia - Papai Educa

compartilhando a

paternidade ativa

Leandro Nigre

LEANDRO NIGRE

Pai do Joões, em seu plural consagrado, João Guilherme e João Rafael, esposo da Dayane, jornalista, palestrante, articulista sobre paternidade, especialista em Mídias Digitais, editor-chefe de jornal impresso, em Presidente Prudente.

saiba mais »

Como auxiliar os pequenos com autismo na pandemia

Especialista explica que interrupções de rotinas e no tratamento podem exacerbar os problemas de comportamento

19 de Abril de 2021
0 comentários

O surto de coronavírus está mantendo pais e filhos em casa - e longe de outras pessoas - para ajudar a impedir a propagação do vírus. Esse delicado momento em que estamos vivenciando tem sido desafiador a todos e, por vários motivos, é preciso cuidar e refletir sobre esse tempo com as crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Foto: Divulgação

Para crianças com autismo, que prosperam com rotinas e previsibilidade, as interrupções diárias e a incerteza da pandemia podem ser especialmente estressantes. E nesse período de pandemia, ocasionada pelo Covid-19, o que mais tivemos foram essas mudanças. O cuidado com tais questões é fundamental para o desenvolvimento e saúde da criança, como também da sua família.

Horários que eram seguidos/ planejados mudaram durante a noite, o isolamento dentro de suas residências e certas terapias e apoios profissionais podem ter diminuído ou simplesmente não existem mais.

“As famílias que têm uma criança com autismo estão enfrentando grandes desafios durante essa pandemia”, afirma a psicopedagoga Edilaine Geres, coautora do livro “Autismo: um olhar por inteiro”. De acordo com a especialista, “pessoas com autismo se sentem mais confortáveis com rotinas, o que pode tornar qualquer mudança um evento estressante”.

Segundo Edilaine, as famílias podem estar vendo uma regressão em comportamentos desafiadores ou colapsos à medida que as crianças lidam com as mudanças e podem não saber como comunicar as frustrações. E isso pode ser difícil para todos.

Nesse sentido, algumas medidas tomadas pela família da criança com TEA são extremamente válidas e necessárias para colocar em prática nesse período, “pois em alguns casos essas alterações e/ou falta de rotina podem acarretar alterações emocionais e comportamentais como alteração no sono, ansiedade, irritabilidade, comportamentos agressivos, alteração na alimentação, desregulação, etc”, explica a psicopedagoga. Lembrando também que o tratamento e intervenção com as crianças TEA vão além das terapias. A continuidade do ensino no ambiente familiar é fundamental e não pode ser interrompido.

“Muitos pais estão tentando promover a aprendizagem e a saúde emocional de seus filhos sem o apoio ou estrutura usual do dia escolar, ao mesmo tempo em que provavelmente administram seu próprio estresse com a situação”, diz Edilaine.

Mas há esperança e ajuda. A psicopedagoga dá algumas dicas para auxiliar as famílias nesse período:

  • Manter horários e rotinas familiares como: horários das refeições;

  • Manter horários e rotinas do sono: respeitando horários para dormir e acordar;

  • Manter rotina de atividade física em casa: andar no quintal, brincar com animais de estimação etc.;

  • Manter atividades prazerosas: ler livro, cozinhar juntos etc.;

  • Manter e criar rotina diárias para as crianças, substituindo alguma atividade que foi suspensa;

  • Manter um espaço específico para as atividades da escola;

  • Manter horários específicos para brincar e de horário livres;

  • Manter diálogos diários com as crianças conversando sobre esse momento em que estamos vivendo;

  • Manter atividades diversas, diminuindo o tempo de telas nesse período de isolamento;

  • Manter a rotina da criança para as atividades escolares: mesmo horário e, se possível, coloque o uniforme, arrume-a como se ela fosse à escola;

  • Manter e planejar atividades motoras e sensoriais para a criança “gastar” energia: pular, dançar, dar cambalhotas, pular cordas etc.;

  • Manter contato com seu(sua) psicopedagoga e equipe de especialistas para orientações e o trabalho/intervenção em casa.

“O mais importante é cuidar do excesso de estímulos que a criança tem em casa nesse período”, explica Edilaine, que complementa: “como muitos brinquedos, por exemplo. É preciso determinar quais e quando serão ofertados determinados brinquedos, visando estimular o desenvolvimento e criar desejo pelos novos brinquedos ofertados em cada semana”.

Além disso, também é positivo experimentar também atividades calmantes, música ou assistir a um vídeo favorito ao longo do dia. Os exercícios também podem ajudar a aliviar os sentimentos de ansiedade.

Segundo a especialista, esse momento de pandemia estabeleceu novos padrões, que precisam ser adaptados. “Isso se faz mais necessário ainda mais com as crianças e famílias, que necessitam de equipe multidisciplinar para tratamento e intervenção, pois não podemos perder e/ou retroceder esse desenvolvimento”.

Com Assessoria de Imprensa

DEIXE SEU COMENTÁRIO

O comentário é de responsabilidade exclusiva de seu autor e não representa a opinião deste site. Após avaliação, ele será publicado. Seu email será preservado.

MAIS 0 COMENTÁRIOS

Nenhum comentário para este artigo.

© 2016 Papai Educa. Todos os direitos reservados.

Desenvolvido Prudente Empresas

Assine o blog

Inscreva-se e receba atualizações
do nosso conteudo no seu email.