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Leandro Nigre

LEANDRO NIGRE

Pai do Joões, em seu plural consagrado, João Guilherme e João Rafael, esposo da Dayane, jornalista, palestrante, articulista sobre paternidade, especialista em Mídias Digitais, editor-chefe de jornal impresso, em Presidente Prudente.

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Como contribuir com o processo criativo das crianças

Artista Ariel Busquila dá dicas para iniciar os pequenos na arte neste período de isolamento social

10 de Agosto de 2020
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As crianças são um poço de criatividade, energia e espontaneidade. Com as aulas presenciais suspensas por conta da Covid-19 e com mais tempo em casa, os pais precisam criar brincadeiras, ambientes e técnicas para entretê-las com qualidade. O momento pode ser o ideal para introduzi-las ao mundo das artes.

Foto: Divulgação

Grande parte tem o primeiro contato por meio de rabiscos, desenhos e pinturas, que podem ser desenvolvidos com o passar dos anos. O artista Ariel Busquila começou a pintar na infância e acredita que o incentivo seja o primeiro aspecto a ser considerado pela família.

“Busque incentivar a criança no processo criativo, deixando-a criar objetos e obras que tem vontade”, reforça. É importante observar quais são as suas referências, o que assiste, ouve, comunica… tudo isso vai construindo o mundo e a forma de expressão dela. Outro fator é a personalidade, que vai ditar a maneira como se interessa, aprende e manifesta a pintura e o desenho. “Comecei a pintar aos 11 anos e meu primeiro curso foi só de seis meses, pois não tinha concentração para mais tempo”, lembra Busquila. Nesse sentido, não é indicado forçar a barra com os pequenos, o desejo pela arte tem de ser natural e partir deles.

Para começar, os pais devem oferecer os materiais necessários, como lápis, borracha, papel, lápis de cor, giz de cera, tintas, aquarelas, pincéis... Na prática, segundo o artista, as crianças devem iniciar pelas técnicas de desenho e esboço, e depois incrementar com cores e pinturas para realizar o que desejam. “É importante criar o ambiente adequado, onde se possa sujar e se sentir livre para criar”, comenta. Separar um espaço da casa para essa atividade pode ser uma saída, ou até mesmo selecionar uma parede específica para criação livre.

Com o tempo, é válido pensar em cursos e oficinas que possam trazer novas técnicas e parâmetros para a criança. O pintor paulistano destaca alguns pontos relevantes:

- Busque um ateliê que a criança se sinta confortável para a realização das obras, de preferência, ateliês livres;

- Em tempos de quarentena, defina um ambiente adequado em casa para sujar, onde a criança não fique apreensiva na hora de usar as tintas;

- Reforce a liberdade criativa do seu filho, sem estipular padrões de aprendizagem que atrapalhem o desenvolvimento pleno;

- Incentive a evolução, o aprimoramento de técnicas e a continuação do processo criativo.

Enquanto a sociedade convive com a nova realidade imposta pela pandemia, os vídeos e cursos online são uma opção alternativa. Vale ressaltar que estimular o contato com a arte traz inúmeros benefícios para as crianças, pois desenvolve as habilidades motoras e sensoriais, expande a criatividade, aumenta a imaginação, desperta o senso estético e cognitivo, a observação (reduz a ansiedade), a concentração e ainda diminui o tempo em frente às telas, tão prejudiciais e cada vez mais comuns na infância.

Portal do artista – https://www.arielbusquila.com/

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