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Leandro Nigre

LEANDRO NIGRE

Pai do Joões, em seu plural consagrado, João Guilherme e João Rafael, esposo da Dayane, jornalista, palestrante, articulista sobre paternidade, especialista em Mídias Digitais, editor-chefe de jornal impresso, em Presidente Prudente.

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Como resolver atritos que surgem após a chegada de um filho?

Para psicólogo, casal deve encontrar um meio termo e solucionar os atritos, bem como expor seus desejos e frustrações

25 de Maio de 2017
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A chegada de um filho altera bastante a dinâmica da vida do casal. Uma criança recém-nascida consome tempo e energia, exigindo que os pais reorganizem suas rotinas e se adaptem a esta nova realidade. Por isso, é normal que casais passem por atritos e divergências após o nascimento do filho.

Foto: Divulgação

O psicólogo clínico Luciano Passianotto, especializado em comportamento e relações humanas, afirma que o sonho de ter um filho é lindo, mas ver isso apenas de forma romântica é prejudicial uma vez que cuidar de uma criança acarreta muitas demandas nem sempre agradáveis. "O primeiro ano do bebê é o momento mais frágil, já que ele demanda muita atenção e uma série de mudanças de comportamento dos pais no dia a dia", explica. "O momento do casal se torna delicado e qualquer conflito sobre a forma ou a divisão de tarefas nos cuidados é potencializado".

Por isso, é importante que o casal tenha um tempo para investir um pouco de seu tempo e energia no outro e manter uma relação saudável. "Muitos casais pecam nesse ponto, acreditando que os cuidados do filho devem ser em tempo integral", adverte Luciano. "Isso afasta o casal, prejudicando a estrutura familiar".

Para encontrar um meio termo e solucionar os atritos, o casal precisa se comunicar bastante, expor seus desejos e frustrações e chegar a um acordo em que ambos façam concessões e tenham obrigações, o que exige muita maturidade do casal. Caso haja problemas de comunicação entre o casal, é importante buscar a ajuda de um profissional para intermediar as discussões. ""Um espaço de terapia pode ajudar muito a melhorar essa comunicação e, consequentemente, diminuir a frequência e intensidade das discussões", explica Luciano.

O psicólogo ainda diz que a necessidade desse espaço não advém precisamente da frequência ou intensidade dos desentendimentos, mas da capacidade dos pais de se comunicarem suficientemente bem para abordar as questões e trabalhar juntos para resolvê-las.

Luciano Passianotto é psicólogo clínico de jovens, adultos e casais, sendo especialista nas áreas de terapia de casal, dependências e depressão.

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