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Leandro Nigre

LEANDRO NIGRE

Pai do Joões, em seu plural consagrado, João Guilherme e João Rafael, esposo da Dayane, jornalista, palestrante, articulista sobre paternidade, especialista em Mídias Digitais, editor-chefe de jornal impresso, em Presidente Prudente.

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Fobia alimentar infantil, um desafio a muitos pais

Relação que a criança tem com a comida precisa ser observada a partir da introdução, quando bebê

20 de Novembro de 2017
4 comentários

No processo de introdução alimentar existe uma certa preocupação por parte dos pais em relação ao tipo de alimento ofertado à criança. A partir dos seis meses de vida, o bebê começa a ingerir sólidos e, nesse momento, já é necessário avaliar a relação que ele tem com a comida, suas preferências e se o motivo de recusa de determinados itens é normal ou se merece ajuda de especialistas.

Foto: Divulgação

A nutricionista comportamental Ariane Bomgosto alerta que desde o contato com os primeiros alimentos, a criança pode apresentar algum tipo de fobia alimentar, o que, geralmente ocorre por volta dos seis meses. A fobia alimentar é o medo de experimentar alimentos e a neofobia é o de experimentar alimentos novos e tem sido um assunto que assombra a vida dos pais.

Estar atento ao comportamento dos filhos na hora de comer é a saída para identificação dos casos. Observar as suas reações frente à comida, como não querer permanecer à mesa, manifestar repúdio ou aversão aos alimentos servidos, estar constantemente fugindo dos momentos que envolvem experiências alimentares através de procura por outras atividades neste momento são fatores.

Ariane Bomgosto explica que as reações das crianças com fobia alimentar podem ser diversas. "Algumas crianças com fobia alimentar, quando submetidas ao contato forçado com os alimentos que rejeitam, podem manifestar reações como vômito, perda de controle emocional ou agressão física", salienta.

O primeiro passo dos pais após a suspeita é procurar um especialista em comportamento alimentar para auxiliá-los a diagnosticar o problema, orienta Ariane Bomgosto. "Isso deve ocorrer quando perceberem que o seu filho está manifestando um comportamento não saudável em relação à comida, o que traz consequências como momentos de angústia na hora das refeições ou ausência de prazer ao comer".

A fobia alimentar pode prejudicar o crescimento à medida em que a criança fica paralisada frente ao ato de ingerir um alimento que não faça parte da sua rotina alimentar. Com isso, tem o cardápio pouco variado, o que pode influenciar no aporte nutricional que necessita nesta fase da vida. Além disso, esta criança costuma ter pouco interesse pelo universo dos alimentos e ser reativa em relação ao assunto, o que a prejudica na capacidade de fazer suas próprias escolhas alimentares ao longo da vida. Por fim, podemos dizer que esta fobia pode atrapalhar no desenvolvimento social, já que, por não conseguir comer certos alimentos, ela pode tender a se isolar e a não participar de eventos que incluam os alimentos que rejeita.

"O caminho é complexo e desafiador, porém, ao pensarmos que uma criança que ganha consciência alimentar tem toda uma vida para desfrutar dos benefícios que esta pode lhe trazer, temos uma motivação para ajudá-la a começar este percurso nesta fase da vida e os pais serão os principais responsáveis pelo auxílio no processo de melhora na fobia".

(Com Assessoria de Imprensa)

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MAIS 4 COMENTÁRIOS

Tata Nigre

21 de Novembro de 2017

Vivendo e aprendendo, seu texto é uma ótima fonte de aprendizagem

Leandro Nigre

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Obrigado pela visita, mãe.

Regina

21 de Novembro de 2017

Muito boas as informações!!! Aqui minha caçula teve um longo perio5e. Que ela não comia nada, até mesmo guloseimas ela rejeitava, mas graças a Deus e a perseverança hoje ela não come de tudo, mas não passa uma refeição sem se alinentar.

Leandro Nigre

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Insistir é indispensável, Regina. Vejo isso com os meninos. Às vezes têm dificuldade até mesmo de experimentar o novo.

doniasjunior@hotmail.com

21 de Novembro de 2017

Excelente texto. Minha filha sempre foi boa de comer até uns dois anos. Depois disso passou a não querer comer mais muita coisa. Hoje com 7 e chata demais pra comer. Até arrisca em experimentar. Mas continua chata. Não é mole não.

Leandro Nigre

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Acho que o processo é eterno, Donias. Nós mesmos, adultos, alteramos nosso paladar ao longo dos anos. Percebeu isso?

Marcelo Teixeira

21 de Novembro de 2017

Parabéns, pelo blog! Os temas me interessam muito, pois tenho um casal de filhos, sendo uma filha com 11 anos e um filho com 8. No caso deste texto, especificamente, eu nunca havia parado para refletir sobre "medo de comida" por parte das crianças. Que bom que agora há este espaço para trazer conhecimento sobre fobia alimentar e de outros assuntos.

Leandro Nigre

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Obrigado pela visita e prestígio, Marcelo. Seja sempre bem-vindo! Vamos compartilhar experiências...

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