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Leandro Nigre

LEANDRO NIGRE

Pai do Joões, em seu plural consagrado, João Guilherme e João Rafael, esposo da Dayane, jornalista, palestrante, articulista sobre paternidade, especialista em Mídias Digitais, editor-chefe de jornal impresso, em Presidente Prudente.

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Leitura na infância dá impulso duradouro à alfabetização

Hábito que começa logo após o nascimento pode se traduzir em habilidades de linguagem

02 de Julho de 2017
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Uma nova pesquisa, apresentada durante o Encontro das Sociedades Acadêmicas Pediátricas de 2017, revela que ler livros para uma criança na primeira infância pode aumentar o vocabulário e as habilidades de leitura, quatro anos depois, antes do início da escola primária.

Foto: Divulgação

Essas descobertas são promissoras porque sugerem que a leitura para crianças pequenas, começando ainda na primeira infância, tem um efeito duradouro sob a linguagem, a alfabetização e as habilidades de leitura precoce. O que elas estão aprendendo, quando os adultos leem para elas, enquanto ainda são bebês, se perpetua por até quatro anos depois, quando elas estão prestes a começar a escola primária.

As mães e os bebês do estudo foram recrutados no berçário de um hospital público. Mais de 250 pares foram monitorados entre as idades de 6 meses e 4 anos e meio (54 meses) para a verificação de quão bem as crianças poderiam entender as palavras, e quando estariam preparadas para a alfabetização e aptas a desenvolver habilidades de leitura.

Os resultados foram comparados com a quantidade de leitura de livros compartilhada, como o número de livros na casa e os dias por semana passados ​​lendo juntos. A qualidade da leitura de livros compartilhada foi avaliada perguntando-se se os pais tinham conversas com seus filhos sobre o livro durante a leitura, se eles falavam ou rotulavam as imagens e as emoções dos personagens do livro e se as histórias eram adequadas à idade.

“Ajustando-se para as diferenças socioeconômicas, os pesquisadores descobriram que a leitura de qualidade e a quantidade de leitura de livros compartilhados na primeira infância previram um melhor vocabulário infantil até quatro anos mais tarde, antes da entrada na escola. A qualidade da leitura de livros, durante a primeira infância, em particular, previu as habilidades iniciais de leitura, enquanto a quantidade e a qualidade de leitura de livros, durante os primeiros anos da criança, parecem estar fortemente ligadas a habilidades de alfabetização emergentes maiores, como a escrita de nomes aos 4 anos”, afirma o pediatra e homeopata Moises Chencinski.

Os resultados destacam a importância dos programas de parentalidade utilizados na atenção primária pediátrica que promovam a leitura compartilhada de livros logo após o nascimento.

(Com Assessoria de Imprensa)

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