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Leandro Nigre

LEANDRO NIGRE

Pai do Joões, em seu plural consagrado, João Guilherme e João Rafael, esposo da Dayane, jornalista, palestrante, articulista sobre paternidade, especialista em Mídias Digitais, editor-chefe de jornal impresso, em Presidente Prudente.

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Luz de eletrônicos diminui em 88% a produção de melatonina nas crianças

Efeito continua por, pelo menos, 50 minutos depois que a criança é afastada da luminosidade

07 de Abril de 2018
4 comentários

O sono das crianças, ou a falta dele, é um assunto que tira a paz das mães e pais. Crianças que não dormem, dormem mal, dormem pouco ou que não querem dormir são queixas rotineiras nos consultórios de pediatras e neuropediatras. Mas, o que os pais não podem ignorar é o malefício para o sono causado pela exposição à luz emitida por tablets, celulares, computadores e televisão.

Para reforçar o lado negro da luz emitida pelos eletrônicos, a Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, realizou uma pesquisa que acaba de ser divulgada na revista Physiological Reports, sobre o impacto da luz brilhante na produção da melatonina, o hormônio que avisa o corpo que é hora de dormir.

E o resultado foi assustador: uma hora de exposição a qualquer tela que emita a luz brilhante reduz em 88% os níveis da melatonina e o efeito pode durar até 50 minutos após a retirada do eletrônico.

Para a neuropediatra Karina Weinmann, cofundadora da NeuroKinder, esse estudo é muito importante para alertar os pais de que o desenvolvimento infantil está em risco devido à super exposição dos pequenos aos eletrônicos, em idades cada vez mais precoces.

"O sono com qualidade é fundamental para o crescimento, amadurecimento do cérebro e consequentemente para o desenvolvimento infantil. Quando a criança não dorme, ela pode apresentar alterações de comportamento, déficits de aprendizagem, alteração nos níveis de ansiedade e estresse, sem contar os efeitos no organismo, como um todo", comenta Karina.

Esse foi o primeiro estudo que avaliou o impacto fisiológico dos eletrônicos em crianças pequenas e serve de alerta em um momento em que tablets e celulares viraram rotina na noite das crianças. 

Luz e melatonina
A médica explica que a luz serve para avisar o corpo que é hora de acordar e, a falta dela, hora de dormir. “Quando anoitece, a falta de luz faz com que a melatonina seja produzida e é este hormônio que ajuda na indução e aprofundamento do sono, garantindo a sua qualidade. Porém, ao expor a criança à luz dos eletrônicos, são enviados sinais para suprimir a produção da melatonina, desequilibrando o ciclo circadiano, responsável por dar ao nosso corpo o nosso ritmo biológico”.

Vale lembrar que a melatonina desempenha outras funções no organismo, como a regulação da temperatura, pressão sanguínea e o metabolismo da glicose. Então, podemos concluir que a exposição noturna à luz brilhante vai muito além do sono.

Dicas
Com estes resultados, é preciso repensar os hábitos da família e a rotina da noite. “A recomendação é evitar ao máximo deixar a criança ficar vendo TV ou usar os outros eletrônicos depois que o sol se põe. Além disso, o uso dos eletrônicos não é recomendado para crianças menores de dois anos e, para as maiores, não deve ultrapassar uma hora por dia”, reforça Karina.

(Com Assessoria de Imprensa)

 

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MAIS 4 COMENTÁRIOS

Chris Ferreira

11 de Abril de 2018

Ótimo post que traz esclarecimentos sobre um assunto importante. A luz à noite afeta a melatonina das crianças e dos adultos também. Muito obrigada por compartilhar um assunto tão importante. beijos Chris

Tatiana

10 de Abril de 2018

Nossa! Assustadora essa pesquisa. Nunca pensei que o efeito continuasse até 50 minutos após parar de assistir.

Claudia

10 de Abril de 2018

Oi Leandro Sabia do efeito, mas não imaginei que fosse tão nocivo! É preciso repensar mesmo... Ótimo post! Abraços

Talita Rodrigues Nunes

10 de Abril de 2018

Uma dica bacana para os que já liberam telas luminosas para os pequenos é diminuir bastante o brilho no fim da tarde.

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