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Leandro Nigre

LEANDRO NIGRE

Pai do Joões, em seu plural consagrado, João Guilherme e João Rafael, esposo da Dayane, jornalista, palestrante, articulista sobre paternidade, especialista em Mídias Digitais, editor-chefe de jornal impresso, em Presidente Prudente.

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Psicoterapia favorece recuperação de crianças internadas

Apoio aos familiares dos menores hospitalizados também é essencial para o enfrentamento do quadro

13 de Dezembro de 2017
1 comentários

A internação é um momento difícil para os familiares, no caso das crianças, pela fragilidade e muitas vezes pela incompreensão de sua doença, é ainda mais delicada. É nesse momento que o trabalho do psicólogo pode ajudar para atendimento e apoio aos pequenos pacientes e à família para conseguirem enfrentar a situação da melhor maneira possível, principalmente se o caso for na UTI.

Foto: Divulgação

No Hospital da Criança, da Rede D’Or São Luiz, a psicóloga Silvia Maria Gonçalves explica que o auxílio na internação de uma criança é essencial, pois é necessário proporcionar ao mesmo tempo um espaço de acolhimento dos pais e das crianças. “Essa situação deve ser tratada com carinho, cuidado e compreensão por parte de todos os profissionais envolvidos, pois estamos lidando com o emocional do pequeno internado e de seus pais, que estão extremamente apreensivos e tensos”, orienta.

Com relação ao paciente, o papel do psicoterapeuta é ajudar para que sua recuperação seja mais rápida, pois as questões psicológicas também são afetadas durante o tratamento. “Precisamos desenvolver estratégias de interpretação dos conflitos, medos e sentimentos que essas crianças estão sentindo, para entender de que forma podemos ajudá-las. É no momento de uma simples brincadeira lúdica, leitura de história e nos desenhos, que conseguimos ter insights e reflexões que auxiliarão na recuperação mais rápida desse pequeno. Nosso papel não é apenas distrai-los, mas tratá-los também”, explica Silvia Maria Gonçalves.

As crianças costumam ficar estressadas e irritadas por estar em um ambiente limitado de espaço, o que, muitas vezes, acaba atrapalhando o andamento do tratamento. Elas reagem com algumas defesas, como não tomar um remédio e tirar os acessos. Por esses motivos é muito importante que os psicólogos diminuam ou minimizem suas angústias e medos. “Quando conseguimos ajudar na mudança de comportamento, fazendo com que a criança entenda o momento que está vivendo, ela começa a colaborar na sua recuperação”, diz Silvia Maria Gonçalves.

 Aproximação com os familiares

Em uma UTI infantil, promover a empatia entre a família, o hospital e principalmente os profissionais que estão cuidando do paciente é essencial para amenizar as tensões e controlar a insegurança dos pais. “Geralmente o ambiente de UTI tem uma conotação negativa, implica em estado grave para os leigos, por isso nosso trabalho é ajuda-los a sofrer menos, possibilitando que passem por esse momento de forma mais leve”, orienta a especialista.

Para construir essa parceria entre equipe e familiares, o Hospital da Criança faz um trabalho de aproximação: uma vez por semana o grupo multidisciplinar da UTI (médicos, enfermeiras responsáveis, nutricionistas e psicólogos) recebe entre 10 e 15 familiares para ouvi-los. Há dúvidas sobre a patologia, tratamento, mas o mais perceptível é que os pais usam esse espaço para trocar experiências, interagir com os profissionais e desabafar sobre seus medos e angústias.

Segundo Silvia Maria Gonçalves, os pais ficam desconfiados em um primeiro momento. Uma ação natural por conta da insegurança. Então é preciso minimizar os atritos internos, alterando suas percepções, e identificar possíveis casos que precisam de um acompanhamento psicoterapêutico mais aprofundado para auxiliá-los.

“Muitas mães e pais estão cansados e abalados psicologicamente, então tentamos recuperar pequenas experiências do dia a dia para que retomem sua identidade, aproveitando-as de maneira enriquecedora. Pequenas ações podem ser muito efetivas, como chamar o pai e a mãe pelo próprio nome e não ‘como pai e mãe do paciente’, recuperando sua identidade.  Também tentamos afastar os fantasmas que percorrem a UTI, deixando os pais mais fortes e seguros, importante para a recuperação psicológica deles e, por consequência, dos pequenos”, completa.

(Com Assessoria de Imprensa)

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MAIS 1 COMENTÁRIOS

Nilton Ricardo

15 de Maio de 2018

Ótimo texto! Revomendo a leitura dele à todos os pais e mães que já passaram por um momento difícil com seus filhos internados (desde a observação de 12 horas após uma gripe até para que conheceu a rotina de uma UTI infantil), e principalmente, a leitura pelos pais que nunca tiveram essa experiência. Leandro, você é fera sempre! Tamo junto meu amigo!!!

Leandro Nigre

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