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Leandro Nigre

LEANDRO NIGRE

Pai do Joões, em seu plural consagrado, João Guilherme e João Rafael, esposo da Dayane, jornalista, palestrante, articulista sobre paternidade, especialista em Mídias Digitais, editor-chefe de jornal impresso, em Presidente Prudente.

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Sonhos não têm idade, mas apoio do pai

Raphael Toledo, 10 anos, mostra como é a dedicação, rotina e o treinamento de quem conquistou uma vaga no Golden State Warriors

24 de Março de 2017
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Pessoas de sucesso têm propósito e lutam por eles. Perseguem suas metas, vencem com resultados e não vivem de desculpas ou sonhos, mas sim de realizações. Elas possuem amor próprio, vontade de vencer e se comprometem com maestria e entusiasmo. Essa poderia ser a descrição do perfil de um executivo ou empreendedor com anos de carreiras. Entretanto, é só o começo da história de um menino de dez anos apaixonado por basquete e que, com a ajuda do pai, consegue hoje praticar o esporte que tanto ama e pela liga profissional.

Aos quatro anos, Raphael já demonstrava uma imensa paixão pelos jogadores da NBA. Seu pai, o advogado Daniel Toledo, conta que sempre assistia junto com ele aos jogos do Heat, o que fazia crescer ainda mais a vontade de se tornar um jogador. “ Todos os dias ele pedia para irmos até a quadra do condomínio para que ele pudesse jogar. Mesmo pequeno e ainda sem jeito, já demonstrava uma certa habilidade e intimidade com a bola”, lembra.

Quando atingiu a idade de seis anos, participou de 16 seletivas de clubes nos Estados Unidos para jovens talentos e passou em 14. “ Foi quando ele começou a treinar no CT do Miami Heat, onde ficou por seis meses até ser convidado pelo Warriors, time onde joga até hoje”, explica Daniel.

Antes do jovem atleta conquistar a vaga no principal time da cidade de Miami, foram feitas algumas tentativas no Brasil, porém, o treinamento só acontece quando após os 12 anos de idade. “ Por exercer uma atividade comercial nos Estados Unidos, vínhamos periodicamente ao país quando ele tinha apenas dois anos, logo quando eu ganhei a guarda dele. Como ele possui contato com a língua inglesa e familiaridade com a cultura praticamente desde que nasceu, decidi tentar uma chance nos times americanos, afinal, o maior sonho dele”, relata o pai.

Para que o seu organismo não fique sobrecarregado com os impactos de uma atividade física extenuante, Raphael conta com uma alimentação balanceada e preparos especiais, para que possam auxiliar tanto nos treinos como em seu desenvolvimento. Ele possui acompanhamento com médico, nutricionista e cinco treinadores particulares, além dos técnicos e fisioterapeuta do time.

Raphael entra na escola às 8 horas. Pela manhã, ele se alimenta somente com o que é prescrito pelo nutricionista Thiago Santisteban. Já às 15h, um transporte do Warriors o leva até o Gym. Das 15h30 às 17h20, ocorrem aulas particulares de habilidade relacionadas ao jogo e das 17h30 às 19h, ocorre o treino coletivo do time oficial. Tudo isso sempre de segunda a sexta. Aos finais de semana, quando não tem torneio, ele treina das 10h30 às 12h45. “ A rotina não atrapalha os estudos. Caso as notas sofram uma queda, o time contrata um professor para ajudá-lo”, comenta o advogado.

Ele já está com 1,46m de altura e pesa 46kg. Ele treina condicionamento físico duas vezes por semana com um dos melhores coaches de performance da Flórida, Marc Josma. Depois há treinamento de arremesso, defesa, drible, liderança e velocidade. “É um dos mais intensos de todos. Para se ter uma ideia, os próprios jogadores da NBA só fazem esse tipo de preparação no máximo três vezes pode semana”, explica Daniel.

E toda essa extensa rotina , tanto dos preparos, treinamentos e o universo que envolve o assunto relacionado a basquete, é mostrado em um canal no youtube que o pequeno atleta criou. Chama-se Raphael Toledo Basketball.

A ideia da criação surgiu da necessidade de um espaço que mostre exemplos de crianças vencedoras, e que não desistiram de seus sonhos. “ Notamos que no Brasil o esporte é subvalorizado e que os pais preferem ter as criançasdentro de casa, na frente de uma TV ou game, até por questão de segurança. Outro ponto é para mostra o quanto vantajoso é para um time quando o treinamento de jovens talentos começa na tenra infância. Os clubes só aceitam adolescentes. Por isso, raríssimos brasileiros se destacam neste esporte”, destaca.

Em um dos vídeos, Raphael joga contra alguns adolescentes brasileiros com idade entre 12 e 16 anos. Mesmo com a diferença de idade e altura, é possível notar a diferença em relação ao e condicionamento físico, que são notoriamente superiores.

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