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Leandro Nigre

LEANDRO NIGRE

Pai do Joões, em seu plural consagrado, João Guilherme e João Rafael, esposo da Dayane, jornalista, palestrante, articulista sobre paternidade, especialista em Mídias Digitais, editor-chefe de jornal impresso, em Presidente Prudente.

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Teste do pezinho deve ser feito até o 7º dia de nascido

Triagem neonatal inclui rastreamento para anemia falciforme, hipotiroidismo congênito, fenilcetonúria e fibrose cística

03 de Abril de 2017
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João Rafael nasceu no dia 28 de março e fez o exame do pezinho em seu sexto dia de vida. Com apenas um furo (parecido com o realizado para os exames de glicemia), foi possível coletar todo o sangue necessário. Enquanto a profissional do Hospital Infantil da Unimed apertava o calcanhar para a retirada, o choro foi inevitável. Quase leva o papai e a mamãe juntos às lágrimas, se não fosse a consciência da importância do exame e o carinho dela com o pequeno.

Foto: Arquivo Pessoal 

O teste do pezinho, para triagem neonatal, deve ser realizado, preferencialmente, a partir do 3º até o 7º dia de vida. Nunca antes das 48 horas após o nascimento, pois os resultados podem não ser confiáveis. Se, por algum motivo especial, o exame não puder ser realizado no período recomendado, deve ser feito em até 30 dias após o nascimento, para se minimizar possíveis prejuízos no atraso do início do tratamento. No Brasil, a triagem neonatal inclui o rastreamento para anemia falciforme, hipotiroidismo congênito, fenilcetonúria e fibrose cística, apesar das evidências ainda serem controversas para essa última doença.

A realização do teste, a partir do 3º dia, dá-se porque nesta fase do desenvolvimento da criança já ocorreu ingestão adequada de proteínas, sendo então, possível analisar, com mais segurança, o metabolismo da fenilalanina, evitando-se resultados falsos negativos para fenilcetonúria. Amostras com menos de 48 horas de vida poderão ser coletadas, mas a triagem da fenilcetonúria não será realizada, necessitando nova coleta, por isso a contraindicação da coleta anterior a esse período.

O teste é necessário porque essas doenças não apresentam sintomas no nascimento e, se não forem tratadas cedo, podem causar danos à saúde. Qualquer pessoa pode ter um filho portador da doença, mesmo que nunca tenha aparecido um caso na família.

Como é feito o tratamento?
O hipotireoidismo congênito é tratado com pequenas doses de hormônio tiroidiano. Já a fenilcetonúria requer uma dieta especial (inclusive o leite).

O que é traço falcêmico?
É uma alteração herdada dos pais que afeta, diretamente, as células do sangue. Essa alteração não é uma doença. Mas, se duas pessoas com traço falcêmico se unem seus filhos podem nascer com doença falciforme. Tanto o traço quanto a doença podem ser detectados através do teste do pezinho.

O que é doença falciforme?
É uma doença hereditária que provoca dificuldades na circulação do sangue, causa crises de dor aguda, infecções graves, icterícia (cor amarela no branco dos olhos) e cansaço.

Onde se pode fazer o teste do pezinho?
Diversas maternidades já fazem o teste rotineiramente, antes da alta hospitalar, após o parto. Procure saber se isto é feito na maternidade onde nasceu o seu filho. Caso o teste ainda não tenha sido feito, você poderá procurar postos de saúde do seu município.

Quanto custa fazer o teste?
Nada. As unidades de saúde não podem cobrar nenhum serviço, pois eles já são financiados pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

E se você não quiser que seu filho faça o teste?
Hoje em dia, o teste é obrigatório por lei em todo o território nacional. Alguns municípios, inclusive, não permitem que a criança seja registrada em cartório se não tiver feito o teste do pezinho anteriormente.

O tratamento é caro?
No caso do hipotireoidismo congênito, o tratamento é simples e barato, mas requer o acompanhamento de um médico especialista. Já o tratamento da fenilcetonúria requer o uso de leite e alimentos especiais que são, muitas vezes, importados.

O que acontece se a criança não fizer o tratamento?
Se não for tratada convenientemente, certamente desenvolverá problemas no desenvolvimento físico e mental e de nada adiantará iniciar o tratamento depois que isso acontecer.

(Com informações da Biblioteca Virtual de Saúde - Ministério da Saúde)

 

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