compartilhando a
paternidade ativa
Pai do João Guilherme, do João Rafael e da Maria Vitória, esposo da Dayane, jornalista, palestrante, articulista sobre paternidade e jornalismo, especialista em Mídias Digitais.
Em tempos de excesso de telas e rotinas aceleradas, o simples ato de brincar ganha ainda mais importância dentro da infância. Mais do que entretenimento, as brincadeiras têm papel fundamental no desenvolvimento infantil e influenciam diretamente habilidades emocionais, cognitivas, sociais e motoras.
Foto: Divulgação
Celebrado em 28 de maio, o Dia Mundial do Brincar reforça justamente esse olhar: brincar não é apenas uma atividade recreativa, mas um direito essencial das crianças.
Segundo Luciana Brites, mestre e doutoranda em Distúrbios do Desenvolvimento, o brincar faz parte do neurodesenvolvimento infantil e contribui para a construção de habilidades importantes para a vida.
“É por meio das atividades lúdicas que a criança aprende a criar, resolver problemas, lidar com frustrações, expressar emoções e se relacionar”, afirma.
A especialista destaca que o brincar permite que a criança compreenda situações do cotidiano, organize emoções e desenvolva autonomia. Além disso, fortalece vínculos familiares e sociais.
Em um cenário marcado pelo uso excessivo de celulares e dispositivos eletrônicos, Luciana alerta que as telas não substituem experiências fundamentais da infância.
“O celular oferece prazer imediato, mas não substitui experiências importantes para o desenvolvimento infantil”, explica.
De acordo com a especialista, não são necessários brinquedos caros para estimular o desenvolvimento das crianças. Itens simples podem contribuir significativamente para o aprendizado e a criatividade.
Jogos de memória, quebra-cabeças, bolas, cordas, blocos de montar e jogos de tabuleiro ajudam no desenvolvimento do raciocínio lógico, foco, coordenação motora e pensamento estratégico.
Já atividades como dramatizações, desenhos, amarelinha, dança das cadeiras, telefone sem fio e brincadeiras musicais estimulam imaginação, linguagem e convivência social.
Luciana também destaca a importância dos brinquedos sensoriais, principalmente para crianças com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).
“Brinquedos sensoriais contribuem para o bem-estar, atenção e organização emocional das crianças”, afirma.
A especialista reforça que pais e educadores precisam garantir tempo, espaço e oportunidades para o brincar livre, respeitando cada etapa da infância.
Ela explica que brincar sozinho também faz parte do desenvolvimento saudável e ajuda na construção da autonomia e da criatividade.
Além disso, o convívio com crianças de diferentes idades favorece empatia, cooperação e cuidado com o outro.
“Garantir tempo para o brincar livre e o faz de conta é investir em um crescimento saudável. Isso fortalece vínculos e desenvolve habilidades emocionais e sociais”, finaliza.
O comentário é de responsabilidade exclusiva de seu autor e não representa a opinião deste site. Após avaliação, ele será publicado. Seu email será preservado.
Nenhum comentário para este artigo.
© 2016 Papai Educa. Todos os direitos reservados.
Desenvolvido Prudente Empresas
Inscreva-se e receba atualizações
do nosso conteudo no seu email.