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Pai do João Guilherme, do João Rafael e da Maria Vitória, esposo da Dayane, jornalista, palestrante, articulista sobre paternidade e jornalismo, especialista em Mídias Digitais.
A picada de cobra em crianças é uma situação que exige atenção e atendimento médico rápido. Mesmo quando os sintomas parecem leves no início, o veneno pode espalhar-se rapidamente pelo organismo e causar complicações graves. Por isso, saber reconhecer os primeiros sinais, agir corretamente após o acidente e adotar medidas de prevenção é fundamental para proteger os pequenos.
Foto: Divulgação
As crianças podem apresentar reação mais intensa ao veneno por alguns motivos. “A toxicidade do veneno pode acontecer de forma mais rápida e mais intensa devido ao menor peso corporal. E a toxina se difunde mais facilmente, porque o organismo tem circulação mais rápida. Além disso, os pequenos não conseguem relatar direito o que aconteceu”, diz a dermatologista pediátrica Flavia Prevedello, do Hospital Pequeno Príncipe.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), até 138 mil pessoas morrem por picadas de cobra por ano. O Brasil tem mais de 370 espécies espalhadas por seus ecossistemas, segundo o Instituto Butantan, e estima-se que pelo menos 15% delas sejam venenosas.
No Brasil, três espécies são responsáveis pela maioria dos acidentes com envenenamento. A surucucu é considerada uma das maiores serpentes venenosas das Américas. Já a jararaca pode provocar hemorragias e destruição dos tecidos. E a cascavel tem veneno com forte ação neurológica e pode causar alterações musculares e dificuldade respiratória.
Os primeiros sintomas podem surgir logo após o acidente, pois geralmente aparecem no local atingido e variam conforme o tipo de veneno. Os sinais mais comuns incluem:
- dor intensa;
- inchaço;
- vermelhidão;
- ponto hemorrágico;
- mancha roxa semelhante a hematoma.
Entretanto, dependendo da espécie da cobra e da quantidade de veneno, podem surgir sintomas sistêmicos, que afetam diferentes partes do organismo. Entre eles, espasmos musculares, sangramento na gengiva, hemorragias, alterações neurológicas, fraqueza intensa e, em casos mais graves, insuficiência renal.
ATENÇÃO! Em caso de emergência, entre em contato com o SAMU (192). Além disso, o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox) dispõe de médicos e enfermeiros que prestam orientações, em ocorrências de acidentes com animais peçonhentos e outras intoxicações, por meio do telefone 0800 644 6774.
Algumas práticas podem piorar o agravamento da lesão e devem ser evitadas, como torniquete, sucção do veneno e compressão ou aperto da ferida. Então, se uma criança for picada por uma cobra, adote estas medidas:
- lave o local com água e sabão;
- evite movimentar muito a criança;
- procure imediatamente uma unidade de pronto atendimento;
- fotografe ou informe ao profissional de saúde o máximo possível de características, como tipo, cor e tamanho.
Identificar a espécie é muito importante, pois o soro antiofídico é o tratamento usado para neutralizar o veneno da cobra no organismo. Ele é administrado em ambiente hospitalar e pode ser específico, quando a espécie é identificada ou polivalente, ou quando não se sabe qual foi a cobra responsável. Assim, quanto mais rápido o tratamento for iniciado, maior a chance de recuperação sem complicações.
A prevenção é a melhor forma de evitar acidentes, principalmente em locais com vegetação, áreas rurais ou trilhas, que em geral são os abrigos para as serpentes:
- evite que crianças brinquem em locais como mato alto, pilhas de madeira, entulhos e troncos caídos;
- em áreas externas, use botas ou calçados fechados, calças compridas e proteção até a altura do joelho;
- nunca tente tocar ou pegar uma cobra, mesmo que ela pareça pequena ou imóvel.
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