compartilhando a
paternidade ativa
Pai do João Guilherme, do João Rafael e da Maria Vitória, esposo da Dayane, jornalista, palestrante, articulista sobre paternidade e jornalismo, especialista em Mídias Digitais.
Entre rotinas aceleradas, trabalho, tarefas escolares e a presença constante das telas, muitas famílias têm sentido dificuldade em realmente se conectar com os filhos. Mas será que o que os pequenos mais querem cabe em um cronograma apertado? Para a educadora e mãe Kassula Corrêa, a resposta é simples: “eles querem a gente”. Presença, tempo de qualidade, olho no olho.
Foto: Divulgação/IA
“Mais do que qualquer brinquedo ou programa elaborado, nossos filhos pedem a nossa atenção. Precisamos resgatar o vínculo que nasce nas pequenas convivências do dia a dia”, afirma Kassula, diretora regional da Start Anglo Bilingual School no Rio de Janeiro.
Com mais de 20 anos de experiência na área da educação, Kassula acompanha diariamente famílias e estudantes de diferentes idades. E, apesar da tecnologia ocupar um espaço cada vez maior na infância, ela garante: as crianças continuam amando o brincar simples, o convívio em família e a sensação de estarem sendo vistas.
“A gente percebe isso nas escolas. Quando abrimos espaço para jogos coletivos, rodas de conversa ou até atividades ao ar livre, o brilho nos olhos aparece. A criança sente falta do contato humano, de estar junto. Isso não mudou, mesmo em tempos de telas”, conta.
O desafio dos pais em tempos digitais
Uma pesquisa da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, em parceria com o Datafolha, revelou que entre crianças de 4 a 6 anos, 94% estão expostas diariamente a telas (TV, tablets, celulares). O dado é preocupante, já que a Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda o máximo de 1 hora por dia de uso recreativo nessa faixa etária.
Equilibrar o digital com experiências reais é, segundo Kassula, um dos maiores desafios da parentalidade atual. “Não precisamos demonizar as telas, elas fazem parte da nossa vida. Mas vínculos verdadeiros e memórias afetivas só nascem no contato humano. Quando um pai se senta no chão para brincar, cozinha junto ou propõe um passeio ao ar livre, ele está dizendo: ‘eu estou aqui por inteiro’”, reforça.
Essa presença não é apenas simbólica: tem impacto real na formação emocional e acadêmica. Estudos na área de desenvolvimento infantil apontam que crianças que convivem com pais atentos e presentes desenvolvem mais autoconfiança, concentração e habilidades sociais.
Mais presença, menos performance
Para Kassula, o convite é simples: menos consumo, mais conexão. “Claro que momentos especiais podem incluir um passeio, uma sobremesa favorita ou um jogo novo, mas a memória que fica é outra. Nossos filhos vão lembrar do bolo que fizeram juntos, do piquenique improvisado, da cabaninha na sala. É nesses momentos que eles se sentem pertencentes, acolhidos e amados”, explica.
Ela sugere formas simples de fortalecer o vínculo no dia a dia:
Kassula complementa com mais algumas ideias simples, mas que fazem a diferença:
“Não é sobre criar um grande evento ou gastar muito dinheiro. É sobre estar ali, de corpo inteiro, mostrando para o seu filho que ele importa. São nesses momentos que a infância acontece de verdade, e são eles que ficam na memória para sempre”, finaliza Kassula Corrêa.
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