compartilhando a
paternidade ativa
Pai do João Guilherme, do João Rafael e da Maria Vitória, esposo da Dayane, jornalista, palestrante, articulista sobre paternidade e jornalismo, especialista em Mídias Digitais.
Um livro fechado é apenas um objeto na estante. Mas, quando alguém o abre e convida uma criança para participar da história, ele se torna um portal para uma viagem transformadora. O incentivo à leitura não precisa surgir como uma imposição ou ser um substituto sem graça das telas. Com a abordagem certa, ele se torna uma experiência divertida e estimulante, que ajuda a mente infantil a criar realidades paralelas e personalizar as histórias de um jeito único.
Foto: Divulgação
O benefício também é comprovado na prática pedagógica. Segundo a coordenadora do Ensino Médio do Vila Olímpia Bilingual School, Kamyla Garcia Leão, quem lê aprende a aprender. "A leitura desenvolve disciplina mental, capacidade de estudo independente e organização do pensamento. Para pais preocupados com falta de foco ou dependência excessiva de estímulos externos, o livro é um exercício diário de autonomia", recomenda.
Para a mediadora de leitura e analista de Responsabilidade Social do Instituto Positivo, Nathalia Casarin, as férias são um bom momento para mostrar aos pequenos que, muito mais que uma obrigação acadêmica, a leitura é a porta de entrada para descobertas fantásticas e para construir fortes conexões interpessoais. "Nas férias, os pais têm nas mãos dois ativos preciosos para o desenvolvimento infantil: o tempo livre e a quebra da rotina rígida. Com dedicação e criatividade, a leitura deixa de ser uma tarefa e abre possibilidades para novas realidades, estimulando a curiosidade inata da criança. O segredo está não em cobrar o ato de ler, mas em construir uma experiência lúdica e afetiva em que pais e filhos mergulham juntos nas histórias", afirma.
Para apoiar as famílias nessa missão de forma prática, a especialista indica caminhos de ação baseados em três grandes grupos de desenvolvimento.
Para os pequenos exploradores (até os 5 anos)
A brincadeira é a linguagem das crianças e, quanto menores, maior a necessidade de transformar tudo em brincadeira. “A ideia, então, é mostrar aos pequenos que as páginas são um grande parque de diversões, de forma a driblar a energia acumulada e a dificuldade de manter o foco por muito tempo”, explica Nathalia.
Para os construtores de mundos (pré-leitores e leitores - dos 6 aos 10 anos)
“Com a turminha que está aprendendo a ler e escrever, é importante unir a imaginação ao aprendizado, mostrando que a leitura também é uma maneira de se divertir. Para isso, são necessárias abordagens novas”, pontua Nathalia.
Para os navegantes independentes (pré-adolescentes e adolescentes - dos 11 aos 15)
Depois de pavimentado o caminho, é hora de tornar a leitura um hábito de descoberta de si e do mundo, sem que ela pareça “lição de casa” e de modo que se torne tão interessante quanto as telas e o ritmo acelerado das redes.
Guia de bolso para colocar suas leituras em prática
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