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Leandro Nigre

LEANDRO NIGRE

Pai do João Guilherme, do João Rafael e da Maria Vitória, esposo da Dayane, jornalista, palestrante, articulista sobre paternidade e jornalismo, especialista em Mídias Digitais.

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Férias intensificam a pressão sobre as mães e podem impactar a saúde mental

Especialista explica como a busca pela maternidade perfeita se torna ainda mais desafiadora durante o período de recesso escolar

26 de Junho de 2026
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As férias escolares costumam ser aguardadas pelas crianças como um período de descanso, diversão e convivência familiar. Para muitas mães, no entanto, a chegada desse período pode representar um aumento significativo da sobrecarga física e emocional.

Foto: Freepik

Além dos desafios já presentes no dia a dia, como conciliar trabalho, tarefas domésticas e cuidados com os filhos, as férias trazem novas demandas. A necessidade de reorganizar a rotina, encontrar atividades para as crianças e lidar com a expectativa de proporcionar momentos especiais à família pode intensificar sentimentos de culpa, ansiedade e insuficiência.

Segundo a psicanalista Mônica Donetto, esse cenário está diretamente relacionado à pressão que muitas mulheres enfrentam para corresponder a um ideal de maternidade que, na prática, é impossível de alcançar.

“Existe uma cobrança silenciosa para que a mãe esteja sempre disponível, seja emocionalmente equilibrada, produtiva no trabalho e ainda proporcione experiências memoráveis aos filhos. Durante as férias escolares, essa pressão tende a se tornar ainda mais evidente”, explica.

A especialista destaca que as redes sociais também contribuem para esse processo. Ao acompanhar imagens de viagens, passeios e atividades idealizadas, muitas mulheres passam a comparar suas próprias realidades com padrões difíceis de sustentar, ampliando sentimentos de frustração e inadequação.

Outro fator importante é a culpa materna. Muitas mães relatam sofrimento por não conseguirem dedicar o tempo que gostariam aos filhos durante as férias, especialmente quando precisam manter suas atividades profissionais.

Para Mônica Donetto, é fundamental compreender que a qualidade da convivência familiar não está relacionada à perfeição ou à quantidade de atividades realizadas. “As crianças não precisam de mães perfeitas. Precisam de vínculos seguros, presença possível e relações construídas com afeto e autenticidade”, afirma.

A especialista ressalta ainda a importância do autocuidado e da construção de expectativas mais realistas para o período. Reconhecer limites, dividir responsabilidades e abandonar a busca pela perfeição são atitudes que podem contribuir para uma experiência mais saudável para toda a família.

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