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Leandro Nigre

LEANDRO NIGRE

Pai do João Guilherme, do João Rafael e da Maria Vitória, esposo da Dayane, jornalista, palestrante, articulista sobre paternidade e jornalismo, especialista em Mídias Digitais.

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Pais apoiam a proibição das redes sociais para menores de 16 anos

61% dos pais brasileiros são favoráveis, sendo que o apoio é maior na Malásia (77%) e na Índia (75%), e menor no Japão (38%) e na Nigéria (39%)

25 de Abril de 2026
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Na sequência da proibição do uso de redes sociais, pioneira na Austrália, por menores de 16 anos, e com mais de duas dezenas de países em todo o mundo propondo restrições semelhantes, uma nova pesquisa global do Family First (Família Primeiro, em tradução livre), uma iniciativa da Fundação Varkey, mostra que 61% dos pais brasileiros apoiam tais medidas. No entanto, suas opiniões contrastam com as de seus filhos, com apenas 31% dos jovens de 9 a 18 anos apoiando a proibição.

Foto: Divulgação/Freepik

Surpreendentemente, a maioria dos entrevistados da Geração Z em todo o mundo (51%) apoia a interdição das redes sociais para menores de 16 anos - que é particularmente notável, considerando que eles são a primeira geração a ter crescido com as redes sociais desde a infância. No Brasil, o apoio entre a Geração Z sobe para 57%.

As conclusões provêm do primeiro estudo intergeracional global sobre os laços familiares, que entrevistou crianças, pais, a Geração Z e avós, com os resultados completos que serão publicados em junho pelo Family First.   O estudo apresentará o primeiro Family Bonding Index (Índice de Laços Familiares, em tradução livre) do mundo, que atribui uma pontuação aos países com base na força dos relacionamentos familiares. Os resultados iniciais, divulgados hoje, destacam as diferenças entre as gerações em relação à proibição do uso de redes sociais por menores de 16 anos em seus respectivos países. 

O Family First é um movimento global lançado pela Fundação Varkey para fortalecer os laços intergeracionais entre crianças, pais e avós, com o objetivo de construir comunidades mais fortes entre as gerações. Lançado por Sunny Varkey, fundador da GEMS Education, o movimento reflete um compromisso de longa data com a promoção de valores familiares sólidos e o incentivo a um maior apoio entre crianças e familiares, contribuindo para uma vida mais saudável e duradoura. A iniciativa está enraizada na crença de que a educação vai muito além do desempenho acadêmico - ela molda valores e desenvolve não apenas os alunos, mas também futuros pais, líderes e sociedades mais fortes.

Entre os países pesquisados, o apoio é maior na Malásia (77%), na Índia (75%) e na França (74%). O Japão registra o menor nível de apoio, com 38%, seguido pela Nigéria (39%) e pelos EUA (51%).

Os dados revelam uma divisão entre pais e filhos em todo o mundo. No Brasil, há uma diferença de 30 pontos entre crianças e seus pais no que diz respeito ao apoio à proibição das redes sociais para menores de 16 anos. A Austrália apresenta a maior diferença geracional globalmente (34 pontos), seguida pela Suécia (33 pontos) e pelo Canadá (32 pontos). 

Globalmente, apenas 37% das crianças apoiam a proibição do uso de redes sociais por menores de 16 anos. O apoio entre os jovens é maior na Malásia (62%), na Índia (62%) e na China (50%). Já as menores aceitações estão no Japão (20%), na Argentina e na Suécia (ambos com 26%). 

A pesquisa também revelou que 57% da Geração Z no Brasil apoia a proibição do uso de redes sociais por menores de 16 anos. Em comparação, esse índice é de 51% em nível global. O apoio à proibição é mais alto na Índia (73%), nos Emirados Árabes Unidos (67%) e na Malásia (65%), e mais baixo no Japão (28%), no Reino Unido e no Canadá (ambos com 40%).

“Esta pesquisa destaca uma tensão crescente que muitas famílias estão enfrentando na era digital. Pais em todo o mundo estão cada vez mais preocupados com o impacto que as redes sociais podem estar causando em seus filhos. Nosso objetivo com o Family First não é simplesmente debater proibições, mas iniciar uma conversa mais ampla sobre como a tecnologia está moldando as relações familiares e os valores com os quais os jovens crescem. Se queremos famílias mais fortes no futuro, precisamos ajudar as crianças a desenvolverem relações saudáveis com a tecnologia hoje”, destaca Sunny Varkey, fundador da Family First e da Fundação Varkey

Sobre a pesquisa 

A Family First contratou a agência de pesquisa We Are Family (Nós Somos Família, em tradução livre) para realizar o estudo. A We Are Family entrevistou 6.002 pais, 6.011 de seus filhos com idades entre nove e 18 anos, 3.000 avós de crianças com idades entre nove e 18 anos e 3.000 participantes da Geração Z em janeiro e fevereiro de 2026. Os países incluídos na pesquisa são Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, França, Índia, Japão, Quênia, Malásia, Nigéria, Suécia, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido e Estados Unidos.

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