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Leandro Nigre

LEANDRO NIGRE

Pai do Joões, em seu plural consagrado, João Guilherme e João Rafael, esposo da Dayane, jornalista, palestrante, articulista sobre paternidade, especialista em Mídias Digitais, editor-chefe de jornal impresso, em Presidente Prudente.

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Meu filho não dorme! O que eu faço?

Aos 2 anos, diagnóstico revelou a existência de um distúrbio que impedia que o sono se tornasse profundo

14 de Fevereiro de 2017
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Quando o João Guilherme nasceu, uma das maiores dificuldades que eu e a mamãe encontramos foi a alteração na rotina do sono. O meu, muito leve, me fazia despertar a cada mamada, chorada, trocada de fralda... Pensei que se trataria de um cenário de uma ou duas semanas, no máximo, mas não! No início, não foi fácil, confesso. Embora tivesse de manter a paciência, pois tudo aquilo era novo para os três, o atraso no sono me deixou irritado e estafado.

Foto: Arquivo Pessoal

A primeira vez que o João dormiu cinco horas seguidas na madrugada, ele tinha oito meses. Levantamos assustados, até para checar que estaria tudo bem. Ah, que maravilha! Durou um dia só. Ele acordava de duas em duas horas para mamar no peito, dia e noite. Além do tempo em cada seio, leva-se em consideração a necessidade de colocá-lo para arrotar. Ele mamou o leite materno até um ano e um mês. Depois disso, inserimos definitivamente a mamadeira, o que o fazia acordar de três a quatro vezes na madrugada. Desta forma, os cochilos ficaram um pouco mais "profundos", mas nada que permitisse uma noite inteira sem levantar. 

Nosso desespero aumentava cada vez que encontrávamos papais com a seguinte frase: "Colocamos o bebê para dormir às 21h e ele vai até as 9h do dia seguinte". COMO ASSIM? Por qual razão o nosso não? Sabíamos que nenhuma criança era igual a outra, mas porque a maioria dormia e a nossa não? Partimos para a homeopatia. Em “vão”. Ou mesmo desistimos no meio do caminho, pois sabíamos que o caminho seria mais lento. Até então, ouvíamos relatos de que se tratava de uma rotina “normal”. Foram noites incansáveis de vaivém pela casa, de dormir sentado na ponta da cama, de sair de ponta dos pés do quarto dele e, em cinco minutos, vê-lo apontar na porta do nosso quarto. Põe no berço, tira do berço, chacolha, dá banho antes de dormir, coloque-o para nanar no mesmo horário. Partimos para o colchão no chão, o colocamos para dormir no meio, com a cama compartilhada, fui para cama dele... Caminhamos, retrocedemos...Caminhamos, retrocedemos... Fizemos de tudo. Me lembro até da roupa do avesso e do desenho do galo colocado sob o travesseiro... Pura crendice, mas a avó falou e poderia funcionar. Nós tentamos... Enfim, quatro anos para que ele e nós dormíssemos algumas vezes a noite toda. Consideramos esta a maior "novela" da criação do Guigui. Renderá outros capítulos por aqui, certamente.

A procura pelo médico neurologista foi inevitável. O diagnóstico, após o eletroencefalograma (EEG), era de distúrbio do sono. Esta prazerosa necessidade humana é dividida em fases e João não passava do estágio 3, no qual o sono atinge uma profundidade maior - o que deveria ser a maioria de seu tempo. Tínhamos recomendações do neurologista e da pediatra a não partimos para outro bebê até que ele se condicionasse. A medicação prescrita foi administrada por 30 dias, sem sucesso. O que realmente funcionou foi a insistência, a firmeza na exigência de fazê-lo não levantar da cama quando acordasse, mas que virasse do lado e voltasse a dormir. Estabelecer uma rotina, com horário e contação de história, da mesma forma ajudou. Não resolveu, mas ajudou!

Com amor e compreensão os dias tão esperados chegaram perto dos 4 anos...um a um comemorados no silêncio do nosso lar, como se nossas palavras pudessem acordá-lo novamente! Se ele dorme bem, fica bem e todos nós também. Para nós, o processo ainda está em andamento por aqui. Com o irmão próximo a desembarcar, tememos alguns retrocessos, mas nos preparamos psicológicamente para enfrentar a nova etapa.

SOBRE O SONO

Basicamente podemos dividir o sono em duas fases: REM (Movimento Rápido dos Olhos) e NREM (Movimento Não Rápido dos Olhos). A fase do NREM é muito importante para o corpo, uma vez que é nela que ocorre a secreção dos hormônios do crescimento, sendo também essencial para a recuperação de energia física. É na fase NREM que realmente existe o descanso profundo e menor atividade neural. Após a fase 4, o indivíduo retorna ao estágio 3, estágio 2 e entra na fase REM. O REM é caracterizado pela intensa atividade cerebral, muito semelhante ao estado de vigília, nessa fase ocorrem movimentos oculares rápidos, o que explica o nome do estágio. É no REM que ocorrem os sonhos. Embora a fase do REM não resulte em um descanso profundo, ela é importante para nossa recuperação emocional. (DANTAS, Tiago. "Fases do Sono"; Brasil Escola. Disponível em . Acesso em 16 de fevereiro de 2017.) 

 

* Os textos só podem ser reproduzidos mediante autorização do autor e desde que citada a fonte.

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