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Leandro Nigre

LEANDRO NIGRE

Pai do Joões, em seu plural consagrado, João Guilherme e João Rafael, esposo da Dayane, jornalista, palestrante, articulista sobre paternidade, especialista em Mídias Digitais, editor-chefe de jornal impresso, em Presidente Prudente.

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Sinusite não tratada pode levar a complicações mais sérias

Especialista dá dicas para prevenir a doença de incidência no inverno e que pode acometer crianças e adultos

19 de Maio de 2017
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Dor ou pressão na face, rinorreia (drenagem de secreção pelas narinas) amarela ou esverdeada, halitose (cheiro forte pelas narinas). Pode ou não haver congestão nasal (sensação de inchaço interno no nariz e face), assim como gotejamento posterior (quando a secreção drena do fundo do nariz para a garganta).

Foto: Divulgação

Os sintomas citados são característicos da sinusite - “sinus” quer dizer “seio da face” e “ite” infecção. Os seios da face são cavidades, buracos ou cavernas dentro dos ossos do rosto preenchidos de ar e revestidos por uma camada fina de mucosa, como se fosse um carpete. Eles existem para dar leveza aos ossos da face.

“Os seios da face são os maxilares, etmoidais, esfenoidais, frontal. Em geral, o adulto possui todos estes seios formados e presentes. Já na criança é distinto, pois estes só irão aparecer em diferentes idades de vida”, conta Jeanne Oiticica, médica otorrinolaringologista, otoneurologista e chefe do Grupo de Pesquisa em Zumbido do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. A especialista explica que, em geral, ao nascer, o seio maxilar e o etmóide já existem, mesmo que rudimentares. Eles crescem e se desenvolvem paralelamente ao desenvolvimento da criança. O seio esfenoidal aparece na primeira infância. Já o seio frontal surge por volta dos 20 anos de idade, mas pode estar ausente ou não se formar em alguns casos.

A sinusite pode ocorrer tanto em crianças quanto em adultos, mas é mais prevalente em adultos que já possuem todos os seios da face prontos e formados, do que em crianças que nascem com estruturas rudimentares que só vão desenvolver por completo em concomitância com o crescimento da face. “É difícil a criança se queixar de dor até porque a capacidade que tem de se expressar é mais limitada, em geral percebe-se a rinorréia amarela ou esverdeada e o mal cheiro, podendo ou não estarem acompanhados de obstrução nasal (neste caso percebida pelo fato da criança ficar de boca aberta, já que não consegue respirar normalmente pelo nariz)”, detalha a médica.

O tratamento é feito com antibióticos, antiinflamatórios, corticóides, descongestionantes por via oral, além de lavagem nasal com soro fisiológico 0,9%, descongestionante nasal tópico e sprays nasais. Em casos crônicos, persistentes ou recidivantes, a cirurgia pode ser indicada para drenagem das secreções, abertura, correção de bloqueios e ampliar a ventilação dos seios da face.

Prevenção

 A sinusite, em geral, ocorre de forma secundária, ou seja, é decorrente de outras doenças associadas como rinite, gripes, resfriados, alergias. A prevenção ocorre tratando-se e controlando a rinite, as gripes, os resfriados e os quadros alérgicos. Isso inclui lavagem nasal diária com soro fisiológico 0,9%, sprays nasais tópicos, vacinas, imunomoduladores (medicamentos que melhoram a imunidade), imunoterapia, antialérgicos, entre outros.

“A sinusite não tratada pode levar a complicações mais sérias. A infecção pode migrar para estruturas nobres vizinhas como olhos, cérebro, meninges, por exemplo. Celulite palpebral (edema e obstrução das veias das pálpebras), abcessos (pus que se acumula entre o globo ocular e o osso da órbita), tromboflebite e trombose (inflamação e obstrução de veias importantes do crânio), também podem ocorrer. Sepse e até morte são mais raros, mas devem ser citados”, disse a especialista.

Nas estações do outono e inverno os cuidados devem ser redobrados, já que estamos todos expostos a baixas tempraturas. A otorrinolaringologista explica que o frio reduz o batimento mucociliar (sistema responsável pela limpeza das impurezas do nariz), como se o filtro nasal ficasse lentificado, o que facilita a aquisição de agentes infecciosos mais facilmente no ambiente. “O frio também reduz a liberação de imunoglobulinas, que são proteínas de defesa, anticorpos. Além disso, no frio ficamos todos aglomerados, o que favorece o contágio e a disseminação de doenças”, alerta Jeanne.

(Com Assessoria de Imprensa)

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